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Apesar do feito, Honduras sempre foi uma nação sob intervenção de países centrais, principalmente dos Estados Unidos. Nos anos 80, enquanto os países vizinhos Nicarágua e El Salvador travavam lutas revolucionárias de libertação, Honduras servia de base para treinamento dos soldados da “contra”, forças financiadas pelos EUA que pretendiam acabar com a revolução sandinista. O governos estadunidense também foi acusado de participar do golpe de Estado civil-militar que depôs o então presidente Manuel Zelaya, em 2009.
Enquanto na comemoração oficial, o atual presidente, Porfírio Lobo Sosa, afirmava que “o país está em festa”, a marcha organizada pela Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) estava de luto: era a primeira manifestação pública sem a presença do simbólico agitador popular Emmo Sadloo, assassinado por pistoleiros no último dia 07.
Desde o retorno de Zelaya à Honduras não se via uma mobilização tão massiva no país. “Tenho um recado a dar nesse 15 de setembro”, avisou o ex-mandatário, em frente a uma multidão que se aglutinava na praça central de Tegucigalpa, “Oligarcas, vocês não podem matar a todos nós, vejam, somos muitos”, afirmou referindo-se aos assassinatos ocorridos na semana passada – o de Emoo e o de Medardo Flores, 15° jornalista morto nos últimos 18 meses em Honduras.
“A oligarquia sanguinária nos persegue e querem nos matar, mas o povo a derrotará nas próximas eleições (em 2013). Vamos lutar pela verdadeira independência de Honduras”, afirmou Zelaya.
Em julho, a resistência criou um instrumento político que permitirá sua participação no próximo processo eleitoral, em 2013. A Frente Ampla de Resistência Popular (FARP), vai recolher assinaturas na próximas semanas para sua inscrição no Tribunal Superior Eleitoral.--
www.brasildefato.com.br
www.flickr.com/photos/felipecanova/
Traducción al español
Zelaya: " No pueden matarnos a todos, somos muchos"Resistencia realiza desfile paralelo en Día de la Independencia en América Central
16/09/2011Silvia AlvarezTegucigalpa (Honduras)"¿Cuál independencia?" cuestionaron miles de personas que participaron en el desfile paralelo a la celebración oficial del 15 de septiembre en la capital de Honduras, Tegucigalpa (ver fotos). En esta fecha, todos los países centroamericanos excepto Belice y Panamá declaró su independencia de España en 1821.A pesar de eso, Honduras ha sido siempre una nación sometida a la intervención de los países centrales, especialmente Estados Unidos. En los años 80 en tanto que en las vecinas Nicaragua y El Salvador se daban luchas revolucionarias de liberación, Honduras sirvió de base para la formación de los soldados de la " contra", financiados por las fuerzas de EE.UU. que quería poner fin a la revolución sandinista.
El gobierno de EE.UU. también fue acusado de participar en el golpe de Estado cívico-militar que derrocó al entonces presidente Manuel Zelaya en junio del 2009.
Zelaya: " No pueden matarnos a todos, somos muchos" Resistencia realiza desfile paralelo en Día de la Independencia en América Central
Da Agência Brasil de Fato
Zelaya: “Não podem matar a todos nós, somos muitos”
Resistência realiza desfile paralelo em dia da independência centro-americana 16/09/2011
Sílvia Alvarez
de Tegucigalpa (Honduras)
“Qual independência?” questionaram milhares de pessoas que participaram do desfile, paralelo ao oficial, de celebração do 15 de setembro, na capital Tegucigalpa (veja fotos). Nesta data, todas as nações centro-americanas, exceto Panamá e Belize, declararam sua independência da Espanha, em 1821.de Tegucigalpa (Honduras)
Apesar do feito, Honduras sempre foi uma nação sob intervenção de países centrais, principalmente dos Estados Unidos. Nos anos 80, enquanto os países vizinhos Nicarágua e El Salvador travavam lutas revolucionárias de libertação, Honduras servia de base para treinamento dos soldados da “contra”, forças financiadas pelos EUA que pretendiam acabar com a revolução sandinista. O governos estadunidense também foi acusado de participar do golpe de Estado civil-militar que depôs o então presidente Manuel Zelaya, em 2009.
Enquanto na comemoração oficial, o atual presidente, Porfírio Lobo Sosa, afirmava que “o país está em festa”, a marcha organizada pela Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) estava de luto: era a primeira manifestação pública sem a presença do simbólico agitador popular Emmo Sadloo, assassinado por pistoleiros no último dia 07.
Desde o retorno de Zelaya à Honduras não se via uma mobilização tão massiva no país. “Tenho um recado a dar nesse 15 de setembro”, avisou o ex-mandatário, em frente a uma multidão que se aglutinava na praça central de Tegucigalpa, “Oligarcas, vocês não podem matar a todos nós, vejam, somos muitos”, afirmou referindo-se aos assassinatos ocorridos na semana passada – o de Emoo e o de Medardo Flores, 15° jornalista morto nos últimos 18 meses em Honduras.
“A oligarquia sanguinária nos persegue e querem nos matar, mas o povo a derrotará nas próximas eleições (em 2013). Vamos lutar pela verdadeira independência de Honduras”, afirmou Zelaya.
Em julho, a resistência criou um instrumento político que permitirá sua participação no próximo processo eleitoral, em 2013. A Frente Ampla de Resistência Popular (FARP), vai recolher assinaturas na próximas semanas para sua inscrição no Tribunal Superior Eleitoral.--
www.brasildefato.com.br
www.flickr.com/photos/felipecanova/
Traducción al español
Zelaya: " No pueden matarnos a todos, somos muchos"Resistencia realiza desfile paralelo en Día de la Independencia en América Central
16/09/2011Silvia AlvarezTegucigalpa (Honduras)"¿Cuál independencia?" cuestionaron miles de personas que participaron en el desfile paralelo a la celebración oficial del 15 de septiembre en la capital de Honduras, Tegucigalpa (ver fotos). En esta fecha, todos los países centroamericanos excepto Belice y Panamá declaró su independencia de España en 1821.A pesar de eso, Honduras ha sido siempre una nación sometida a la intervención de los países centrales, especialmente Estados Unidos. En los años 80 en tanto que en las vecinas Nicaragua y El Salvador se daban luchas revolucionarias de liberación, Honduras sirvió de base para la formación de los soldados de la " contra", financiados por las fuerzas de EE.UU. que quería poner fin a la revolución sandinista.
El gobierno de EE.UU. también fue acusado de participar en el golpe de Estado cívico-militar que derrocó al entonces presidente Manuel Zelaya en junio del 2009.

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