NO DIA
26 de abril de 2009 os movimentos sociais,culturais e sindicais de Honduras pediram ao presidente do país (HONDURAS) uma audiência , onde solicitaram que o presidente cumprisse alguns pontos do pedido feito pela então comissão de reinvindicações populares:
Uma Constituinte Popular que constasse entre outras as necessarias
REFORMA AGRARIA ( a maioria das terras do país são de propriedade de grileiros, que em suas terras tem comprovadamente TRABALHO ESCRAV e muitos com plantações de cocaina e maconha)
e
Sustentabilidade Energética ( Que o país detenha ao seu POVO a exploração de Petroleo, água e energia
No dia 28 de Julho de 2009, em Honduras, o presidente do país, Manuel Zelaya, foi deposto
por meio de golpe de Estado , pois queria “abrir uma brecha para que o povo conquiste sua
emancipação” ao propor uma consulta sobre uma Assembleia Constituinte. Em entrevista ao Brasil
de Fato, Wendy , uma das lideres da resistencia em Honduras, conta por correio eletrônico, esse foi o motivo da reação dos “grupos de poder econômico do país,
monopolizado por 13 famílias”.
Zelaya propunha para o mesmo dia 28 uma enquete sobre a quarta urna: ou seja, nas eleições gerais
de novembro, em que a população escolheria um novo presidente, deputados e autoridades locais,
seria adicionada (caso no dia 28 o povo assim o determinasse) uma consulta sobre a convocação ou
não de uma Assembleia Constituinte.
Abaixo, a Cedula que seria votada na manha do dia 28 , dia em que Zelaya inconstitucionalmente foi preso e mandado para fora do país e instalada ali o periodo tenebroso de DITADURA.
Então taí a prova que desmente os demagogos a serviço dos ditadores terroristas de que Zelaya queria se perpetuar dno Poder.
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Leia, a seguir, a entrevista , ao Jornal Brasil de Fato com a integrante da Via
Campesina Wendy Cruz: E os COMPARSAS aliados a militares ditadores
Por que tiraram o presidente Manuel Zelaya da presidência de Honduras?
Porque ele decidiu consultar o povo hondurenho da possibilidade de se instar uma quarta urna nas
eleições do próximo novembro. Os grupos de poder deste país deram um golpe de Estado porque o
presidente estava dando participação real ao povo.
Quem são os protagonistas do golpe?
Os grupos de poder econômico do país, monopolizado por 13 famílias, como por exemplo os
Kafati, Ferrari, Facuse, Villedas, Larach, Rosental, entre outros. Esse grupo de poder mantém
sequestradas todas as instituições do Estado e, inclusive, têm a suas ordens a Corte Suprema de
Justiça e o Congresso Nacional da República. Para que você veja como isso se evidencia, há uma
hora [cerca de 14hs de Brasília], a Justiça emitiu 25 ordens de captura e ajuizamento paraos
principais líderes populares, entre eles, Rafael Alegría, Carlos H. Reyes, Berta Oliva, Juan Barahona
e Andrés Pavón. Invocamos ao Dr. Ramón Custodio, da Comissão de Direitos Humanos, que, em
vez dele estar defendendo ao golpista Roberto Micheletti Bain deveria estar junto com o povo
hondurenho, e que exigimos que nossa democracia não seja violada.
Pode-se dizer que a justiça hondurenha ajudou a fomentar o golpe? Por quê?
Sim, eles tentaram parar a enquete com ordens judiciais da Corte Suprema de Justiça e por meio de
recursos de amparo do Ministério Público pedindo sua nulidade. Ordens que nosso presidente não
tinha que acatar, já que a enquete é legal, no marco da nossa Lei de Participação Cidadã.
Como se explica o fato de que inclusive membros do partido do presidente tenham apoiado o
golpe?
Porque o Partido Liberal está dividido por vários grupos, e os que se opõem são os que formam os
grupos de poder, como Roberto Micheletti e Elvin Santos, atual candidato [à presidência pelo
Partido Liberal nas eleições de novembro].
A maioria das forças sociais do país está com Zelaya? Por quê?
Todos os movimentos sociais estamos apoiando o presidente Zelaya não porque sejamos de seu
partido, mas sim porque acreditamos que devemos derrotar esse modelo econômico neoliberal que
não permite aos povos a liberdade de decidir suas próprias políticas de desenvolvimento. Se não
pusermos em marcha transformações sociais, isso é impossível de se conseguir. E nosso presidente
quis abrir essa brecha para que o povo conquiste sua emancipação.
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A CONSTITUIÇÃO DE HONDURAS:
Sobre a tese golpista que fala de Zelaya ter desrespeitado a constituinte de seu país, faremos aqui constar para que definitivamente demagogos não sigam ou prossigam justificando o injustificavel manipuladoramente :
explicamos a constituicao;
http://www.honduras.net/honduras_constitution2.html
CONSTITUCIÓN DE LA REPÚBLICA DE HONDURAS, 1982
TITULO II: DE LA NACIONALIDAD Y CIUDADANIA
DESTACAMOS :
Constitución de Honduras
"Artículo 3.- Nadie debe obediencia a un gobierno usurpador ni a quienes asuman funciones o empleos públicos por la fuerza de las armas o usando medios o procedimientos que quebranten o desconozcan lo que esta Constitución y las leyes establecen. Los actos verificados por tales autoridades son nulos. El pueblo tiene derecho a recurrir a la insurrección en defensa del orden constitucional."
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Servindo aos sujos com um serviço sujo
O Marqueteiro contratado e o contrato:
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Micheletti e suas relações comprovadas com o CARTEL de CALI e Os Republicanos Norte americanos
erça-feira, 21 de Julho de 2009
http://hondurasurgente.blogspot.com/2009/07/micheletti-vinculado-al-cartel-de-cali.html
Micheletti, vinculado al cartel de Cali, en una lista de narcos del ministerio de la Defensa
Publicado el 17 Julio 2009 en Especiales, Jean-Guy Allard
El nombre del cabecilla golpista hondureño Roberto Micheletti aparece en una larga lista de narcotraficantes redactada, en una fecha no precisada, por un alto oficial del Ministerio de la Defensa y Seguridad Pública de Honduras que lo relaciona con el Cartel de Cali, la red colombiana de narcotráfico.
El documento firmado por el Coronel de infantería René Adalberto Paz Alfaro y llevando el membrete del ministerio, señala en el número SN-FF. AA. 060, a ROBERTO MICHELLETI BAIN – con el error de ortógrafo en Micheletti – con la “CONEXIÓN” Cartel de Cali y bajo la mención “LUGAR” la palabra “Yoro”.
Las notas biográficas de Micheletti precisan que empezó su carrera política en los años 80, cuando ocupaba el cargo de presidente del Consejo Local en Yoro donde siempre se hizo elegir de diputado al Congreso Nacional.
Hijo de un ciudadano italiano, Umberto Micheletti y de Donatella Bain, el actual usurpador de la presidencia hondureña nació el 13 de agosto de 1948 en el municipio de El Progreso (Yoro).
Estudio comercio en Estados Unidos para dedicarse luego a su negocio, la Empresa de Transporte TUTSA, en su municipio natal.
La aparición del nombre de Micheletti en tal lista de narcotraficantes no deja duda sobre la presencia de su nombre en los ficheros de la DEA, la agencia norteamericana antidroga.
Sin embargo, nada ha filtrado al respeto de fuente norteamericana, hasta ahora.
Llama la atención que, hace unos días, un grupo de congresistas norteamericanos de extrema derecha encabezados por los representantes de la Florida, Mario y Lincoln Díaz-Balart, intentaron ensuciar el nombre del presidente constitucional Manuel Zelaya al solicitar del presidente Barack Obama que investigue su supuesta “vinculación con el narcotráfico”, a través de la DEA. Obama ni constestó.
Los Díaz-Balart tienen un viejo expediente de relaciones turbias con los círculos colombianos afiliados al narcotráfico.
Por otro lado, entrevistado por Radio Pacífica este 10 de julio, el dirigente por los derechos humanos en Honduras Andrés Pavón afirmó que el general Vázquez Velázquez, jefe del Estado Mayor hondureño, tiene conocidos lazos con el narcotráfico.
“Él es un hombre de la comunidad de inteligencia de América Latina, cercana a las estructuras de la DEA y la CIA”, explicó en una conversación telefónica con el periodista Fernando Velázquez, reportada por Radio Mundial de Venezuela.
Pavón agregó que tiene “evidencias que las misma embajada de Estados Unidos, a través de la DEA, ha sido cómplice para operaciones de narcotráfico”.
(Enviado pelo Colaborador Fernando Yépez Rivas
Assessor do Ministro do Trabalho do Equador e vice presidente da Federação de Periodistas do Equador - JUNTOS SOMOS FORTES)
golpistas salvam bancos norteamericanos com o dinheiro do POVO golpeado
viernes 9 de octubre de 2009
Proyecto Censurado: Los bancos salvados por el gobierno sacaron miles de millones a paraísos fiscales
Christine Harper (BLOOMBERG) - Thomas B. Edsall (THE HUFFINGTON POST)
Traducción: Ernesto Carmona (especial para ARGENPRESS.info)
Un estudio de 2008 de la Oficina de Responsabilidad del Gobierno (GAO, por su sigla en inglés) divulgó que 83 compañías “top” de EEUU ejecutaron operaciones de evasión tributaria en paraísos fiscales como Islas Caimán, Bermuda e Islas Vírgenes. Catorce de estas compañías, incluyendo al AIG (American International Group, Inc.), Bank of America y Citigroup, recibieron dinero de la ayuda financiera urgente del gobierno. La GAO también divulgó que las actividades del Union Bank de Suiza (UBS) están directamente conectadas con la evasión tributaria.
...
Durante años, han emigrado a poca distancia de la costa estadounidense billones de dólares en beneficios corporativos y riqueza personal en busca de bajas imposiciones fiscales y de la comodidad de que no hagan preguntas. Este es un factor que contribuyó significativamente al descenso económico internacional en 2008. Las reuniones G20 de abril de 2009 declararon una medida enérgica contra los paraísos de impuesto como el primer paso de la recuperación financiera. Sin embargo, el mundo de las actividades bancarias extraterritoriales ahora alberga 11,5 billones (millones de millones) de dólares solamente en riqueza individual y muchos países continuarán resistiéndose a la regulación e inspección desde fuera de sus fronteras.
Nota:
1) “International Taxation: Large U.S. Corporations and Federal Contractors with Subsidiaries in Jurisdictions Listed as Tax Havens or Financial Privacy Jurisdictions”
GAO U.S. Government Accountability Office, December 18, 2008
http://www.gao. gov/products/ GAO-09-157
*) Fuentes:
Bloomberg, 16 de diciembre de 2008, “Goldman Sachs’s Tax Rate Drops to 1% or $14 Million”, por Christine Harper; The Huffington Post, 23 de febrero de 2009, “Gimme Shelter: Tax Evasion and the Obama Administration”, por Thomas B. Edsall.
Estudiantes investigadores: Valerie Janssen y Aimee Drew.
Evaluadores académicos: BC Franson, J.D., Southwest Minnesota State University (SMSU) y Robert Girling, Ph.D., Sonoma State University (SSU)
Imagen: Humor por Sergio Langer – Wall Street. / Autor: Sergio Langer
http://www.argenpre ss.info/2009/ 10/proyecto- censurado- los-bancos- salvados. html
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Em outro artigo ,como fazem os golpistas:
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009
DE COMO DERROCHAR EL DINHEIRO DO POVO
13/10/09
De como derrochar el dinero de los hondureños
http://hibueras. blogspot. com/2009/ 10/de-como- derrochar- el-dinero- de-los.html
Primero, derroque a un presidente. Después, contrate a un cabildero.
De esta forma se inicia un reportaje publicado por el diario estadounidense The New York Times que da cuenta de cómo el gobierno de facto de
Roberto Micheletti ha gastado hasta US$400 mil en bufetes de abogados y agencias de relaciones públicas cercanas a la secretaria de Estado, Hillary Clinton, y el ex candidato republicano, John McCain.
Ello, según el diario, ha influido en la forma en cómo la administració n de Barack Obama ha enfrentado la crisis, enviando señales que según algunos, no son del todo claras y también han retrasado la aprobación de dos nombramientos clave para Latinoamérica.
La campaña a favor de Micheletti cuenta además con la simpatía de ex funcionarios responsables de fijar la política hacia Centroamérica en los ochenta y noventa –Otto Reich, Roger Noriega y Daniel Fisk–
quienes comparten la visión de que Honduras no es sino un campo de batalla en una lucha en que se juegan los intereses que Cuba y Venezuela tienen en la región. “Lo que ocurra en Honduras podrá ser visto a futuro como el momento en que a Hugo Chávez se le detuvo en su intento por socavar a la democracia en la región”, le dijo Reich en julio al Congreso
. Ello ha ayudado a que un grupo de legisladores republicanos, encabezados por el senador Jim DeMint, apoyen a Micheletti y, a cambio, tengan paralizada la designación de Thomas Shannon como embajador a Brasil.
Fuente:El periódico Guatemala
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DEMOcratas dos EUA em Honduras - Artigo traduzido de site norte americano
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Postado por Fernanda Tardin às 06:50 0 comentários Links para esta postagem
Delegação de dePUTAdos Republicanos ( EUA) em Honduras
agência assaz atroz (pressaa) - redação
Ativismo com atavismo sem saudosismo - mas com um toque de pragmatismo
Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Delegação de deputados Republicanos (EUA) em Honduras e a “Lei Logan”
O mundo às avessas, dos golpistas hondurenhos
Delegação de deputados Republicanos (EUA) em Honduras e a “Lei Logan”[1]
Os Republicanos dos EUA cometem crime em Honduras?
Brendan Cooney - Counterpunch( *)
Como se a direita ainda precisasse de mais itens em seu pedigree antidemocrático, os líderes do Partido Republicano dos EUA voaram em bando para Tegucigalpa, em auxílio à junta golpista.
Nove congressistas Republicanos – sete, só na semana em que a crise esquentou – já se reuniram até agora com Roberto Micheletti, que tomou o poder por golpe militar em Honduras dia 28/6.
É golpe já denunciado por todos, da Organização dos Estados Americanos (OEA) às Nações Unidas (ONU), que aprovaram Resolução que conclama “categoricamente todos os Estados a não reconhecer qualquer governo em Honduras além do governo eleito do presidente Manuel Zelaya. Nenhum Estado no mundo reconheceu Micheletti como presidente. Pois o Partido Republicano dos EUA ‘reconheceu’. ANOTEM OS NOMES DOS REPUBLICANOS QUE DESCUMPRIRAM A LEI DOS EUA. CADEIA PRA ELES.
“Micheletti é o presidente de Honduras” – decretou a deputada Republicana Ileana Ros-Lehtinen( 1-FASCISTA), membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Deputados, na 2ª-feira. “Há quem fale de “governo de fato, mas conforme a Constituição da República, aqui estou, ao lado do presidente de Honduras, o que é grande honra para mim.”
Empurrando os EUA cada vez mais para dentro da goela do lobo, lá está também o Senador da Carolina do Sul, Jim DeMint(2-FASCISTA), membro do mesmo Comitê, que visitou Micheletti e seus asseclas, dia 2/10: “Encontramos um governo que está trabalhando duro para fazer cumprir a lei, defender a Constituição e proteger a democracia para o povo de Honduras.”
Consistente com a posição assumida por todos os demais países do mundo, da Venezuela, à esquerda; à Colômbia, à direita, o presidente Obama dos EUA adotou a política de não reconhecer nem encontrar-se com Micheletti.
Dado que qualquer contato com Micheletti está em conflito direto com a lei e os interesses declarados dos EUA, esses nove Republicanos e o senador líder da minoria Mitch McConnell 3( FASCISTA), que ajudou os demais, parecem estar violando a lei norte-americana.
A Lei Logan declaradamente proíbe que cidadãos não especialmente autorizados negociem com governos estrangeiros: “[cometem crime todos que] “direta ou indiretamente iniciem ou dêem prosseguimento a qualquer correspondência ou relacionamento com governo estrangeiro ou com funcionários e agentes de governos estrangeiros, com intenção de influenciar medidas tomadas ou que estejam sob discussão, ou em qualquer tipo de disputa ou controvérsia que tenham com os EUA. Penas: multa ou prisão por período máximo de três anos, ou ambas as penas.”
Tomas Ayuso, pesquisador do Conselho de Assuntos Hemisféricos, que trabalhou nos relatórios sobre a crise em Tegucigalpa, concorda. Os deputados e senadores Republicanos que se reuniram com Micheletti “claramente violaram a Lei Logan”, disse ele.
Houve três viagens de Republicanos a Honduras, para reuniões com Micheletti: em julho, viajaram os Deputados Connie Mack (R-Florida)4 FASCISTA e Brian Bilbray (R-California) 5 - FASCISTA; semana passada, foram os senadores Jim DeMint (R- South Carolina), Aaron Schock (R-Illinois) , Peter Roskam (R-Illinois) e Doug Lamborn (R-Colorado)FASCISTAS 6,7 e 8; e 2ª-feira foi a vez dos deputados Ileana Ros-Lehtinen (R-Florida), Lincoln Diaz-Balart (R-Florida) e Mario Diaz-Balart (R-Florida).
FASCISTAS
Por mais que ninguém possa alegar ignorância da lei, poder-se-ia supor que esses deputados e senadores Republicanos não soubessem que o governo Obama decidira não promover qualquer contato oficial com Micheletti? Mas, não. Todos eles sabiam da decisão do governo Obama.
O relatório de viagem do deputado Mack, por exemplo, diz claramente: “Depois do almoço, o embaixador tornou a enfatizar que a política do governo Obama não admite qualquer tipo de contato com o presidente Micheletti. Mas o deputada Mack repetiu que todos os lados deveriam ser ouvidos e, assim, insistiu para que a reunião acontecesse.”
Evidentemente houve violação da Lei Logan. E houve crime.
Além de insistir para que a reunião se realizasse, Mack disse que o apoio da OEA a Zelaya seria “perigoso”, esquecendo que Zelaya é presidente eleito e Micheletti é líder de um golpe que o arrancou do cargo (e de casa). Pela lógica do deputado Republicano, todos os países do mundo estariam tendo comportamento “perigoso”.
Que os Republicanos combatam furiosamente qualquer encaminhamento democrático nem chega a ser surpresa. Mas que os mesmos Republicanos ponham-se a sabotar os interesses e as políticas do governo dos EUA é outro assunto; e muito mais grave.
O senador John Kerry, que preside a Comissão de Relações Exteriores tentou impedir a viagem de DeMint a Honduras. Mas DeMint recorreu a McConnell, e chegou a Honduras a bordo de um avião do Pentágono. Como é possível que Obama não tenha sido informado de que seu próprio Departamento da Defesa desobedecia a orientação tão clara (além de contribuir para infringir norma legal)? Por que não há qualquer investigação em curso, sobre a autorização para a viagem e o uso daquele avião?
Obama tem-se mostrado estranhamente blasé em relação ao golpe, talvez porque Zelaya tenha criticado os EUA, na linha de Chavez. A secretária de Estado, Hillary Clinton, chegou a chamar de “imprudente” [ing. Reckless] o retorno de Zelaya a Honduras. Mas Obama já começou a negar vistos a apoiadores de Micheletti e já cortou 30 milhões na ajuda dos EUA a Honduras.
São respostas que só apareceram mais de dois meses depois do golpe. E a hesitação de Obama fortaleceu a posição de Micheletti. “[Funcionários dos EUA] estão fazendo esses pequenos movimentos, para ver como Micheletti reage” – comentou Vicki Gass, do Escritório Washington para a América Latina, um grupo de militantes dos Direitos Humanos. “E cada vez que os golpistas mantêm suas posições, eles sobem um pouco o tom das ameaças. Mas é processo demorado demais.”
Adversários do presidente democraticamente eleito Manuel Zelaya acusam-no de desejar reescrever a Constituição por referendum; de desejar ignorar a limitação constitucional de seu mandato – acusações que o presidente eleito rejeita. Os golpistas invadiram a residência do presidente eleito nas primeiras horas da madrugada, arrancaram-no da cama e, ainda em pijamas, meteram-no num avião para a Costa Rica. Zelaya retornou ao país dia 21/9 e está vivendo na embaixada do Brasil, cercado pelos soldados de Micheletti.
Nada disso impediu os Republicanos de defender que os EUA apoiassem golpe e golpistas, apesar de até um dos líderes golpistas já ter admitido a ilegalidade do golpe.
Em entrevista para o Miami Herald, o principal advogado dos militares hondurenhos, coronel Herberth Bayardo Inestroza, reconheceu que ocorrera crime no golpe liderado por militares: “Houve crime, sim, no momento em que o retiramos do país e no modo como o fizemos.”
Inestroza justificou o movimento, dizendo que se Zelaya tivesse sido mantido preso no país, teria sido impossível evitar a guerra civil e um banho de sangue, porque seus apoiadores organizariam manifestações para exigir a libertação do presidente. “Sabemos que houve crime”, disse ele. “[Mas] O que foi melhor: afastar o Sr. Zelaya do país, ou levá-lo a julgamento, o que provocaria tumulto e nos obrigaria a atirar contra hondurenhos? Se não o tivéssemos mandado para fora do país, estaríamos hoje enterrando montanhas de cadáveres.”
Quanto aos deputados Republicanos dos EUA que apóiam o golpe (e sequer usam a palavra “golpe”) o caso é outro. O que eles temem tem outro nome: socialismo.
“Tudo isso tem a ver com boicotar os esforços do governo Obama na America Latina; é reflexo da obsessão dos Republicanos contra Hugo Chavez e contra a ampliação de sua influência na América Latina, o que entendem que seja uma grave ameaça” – disse à Associated Press Dan Erikson, membro de um think tank suprapartidário, Inter-American Dialogue, em Washington.
Ainda que não se conclua que não houve qualquer ilegalidade nas viagens dos deputados Republicanos, não há dúvida de que contribuem para fortalecer Micheletti e seu grupo. Essa sopa envenenada, pelo que se vê, será deixada fermentando até depois das eleições previstas para 29/11, cujos resultados os EUA e outros países já declararam que não reconhecerão por causa do golpe e do desrespeito às liberdades civis dos hondurenhos.
Enquanto isso os Republicanos não se cansam de falar em democracia e liberdade. “A saída possível para essas dificuldades é oferecer e respeitar as eleições livres e justas que o povo de Honduras terá em novembro” – disse Ros-Lehtinen, cujos serviços prestados à extrema direita incluem ter elogiado a invasão do Iraque e ter agradecido a Israel por bombardear a Síria: “Somos um mundo melhor depois desse feito.”
“Direi aos meus colegas do Congresso dos EUA que venha a Honduras; que não leiam jornais nem deem ouvidos à CNN ou qualquer outra rede. Que venham a Honduras e que se encontrem com o governo legítimo do presidente Micheletti, para ouvir o quanto desejam viver em paz e democracia” – disse Ros-Lehtinen.
As aspirações democráticas do governo golpista incluem fechar jornais da oposição, proibir reuniões e manifestações políticas e meter na prisão mais de mil manifestantes pró Zelaya. O golpe já matou onze pessoas, segundo o Comitê das Famílias dos Presos e Desaparecidos em Honduras, COFADEH. Dia 30/9, Micheletti cercou os 55 fazendeiros que haviam ocupado o Instituto Nacional Agrário, em protesto contra o golpe; e 38 foram condenados por crime de sedição.
Ao lado de Ros-Lehtinen na visita do dia 5/10, estavam o Republicano Lincoln Diaz-Balart e seu irmão mais moço, o também Republicano Mario Diaz-Balart. Esses três são exilados cubanos, que há anos lutam na oposição a Fidel Castro. Os irmãos Diaz-Balarts são filhos de Rafael Diaz-Balart, ministro do Interior no governo de Fulgêncio Batista, governo que os EUA apoiavam e que foi apeado do poder por Fidel Castro, em 1959.
Os instintos antidemocráticos da direita não se limitam a essas dinastias ex-cubanas, que se naturalizaram nos EUA ao longo dos últimos 50 anos.
O Wall Street Journal tem garantido palanque e plataforma a Micheletti, que escreve com frequência na página de “Opinião” e que, dentre outras fórmulas para racionalizar e ‘democratizar’ o golpe de Estado, escreveu: “Quanto à decisão de expulsar de Honduras o Sr. Mr. Zelaya na noite de 28/6, ainda há quem creia que a situação poderia ter sido encaminhada de outro modo.” E os próprios editores do Journal, normalmente equilibrados, não se pejam de apresentar Micheletti como “ex-presidente do Congresso hondurenho, que assumiu a presidência depois da partida de Manuel Zelaya; do Partido Liberal, mesmo partido no qual milita o ex-presidente Zelaya.”
“Partida de Zelaya”? A única partida que houve foi a partida dos golpistas hondurenhos, que embarcaram num golpe e partiram para longe do mundo da razão e da democracia. Só bem longe do mundo da razão e da democracia pode-se defender como legítimo ou como “melhor solução”, o aprisionamento seguido de sequestro de um presidente eleito. Só bem longe do mundo da razão é possível defender um certo tipo de golpe, sob o pretexto de que, se os golpistas preferissem outro tipo de golpe, haveria mais resistência. Em Honduras, para os Republicanos dos EUA e para alguns jornais e redes de televisão, o mundo está às avessas.
Nota de traducão
[1] A “Lei Logan” [ing. “Logan Act”] é lei federal dos EUA, aprovada em 1799; recebeu as emendas mais recentes em 1994 (http://en.wikipedi a.org/wiki/ Logan_Act) .
Brendan Cooney é antropólogo. Vive e trabalha em New York.
Recebe e-mails em itmighthavehappened @yahoo.com
Traduzido pelo coletivo Política para Todos
O artigo original, em inglês, pode ser lido em:
http://www.counterp unch.org/ cooney10072009. html