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domingo, 10 de outubro de 2010

Patria Amada Brasil

http://www.youtube.com/watch?v=7ip3rPMp2js
NO DIA QUE 51% DOS ELEITORES SOUBEREM O SIGNIFICADO DE CERTAS
PALAVRAS DO HINO E NÃO SÓ DA INTENÇÃO, E QUE FOI FEITO POR
BURGUESES PARA BURGUESES, ASSIM COMO A PRÓPRIA BANDEIRA,
AÍ O BRASIL ULTRAPASSARÁ QUAISQUER SERRAS, PRECONCEITOS,
LIBERALISTAS DÉSPOTAS E A JUSTIÇA SOCIAL SE INSTALARÁ NESSA
MÃE-PÁTRIA TÃO SUBTRAÍDA PELOS DESONESTOS.
NEM A INDEPENDÊNCIA,TÃO POUCO A PROCLAMAÇÃO
DA REPÚBLICA TIVERAM PARTICIPAÇÃO DO POVO.
UM PAÍS SÓ É INDEPENDENTE QUANDO A INDEPENDÊNCIA EMANA DO POVO.
SEM A PARTICIPAÇÃO DESTE NÃO HÁ LIBERDADE NEM SOBERANIA. [J.VIDAL]

CRÍTICA FORTE AO HINO NACIONAL ( Mário Maestri)

29 de Dezembro de 2009 às 06:28 Ruy Gessinger | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 611

O pernosticismo lexical e o preciosismo sintático usados por Osório Duque Estrada, na construção, em 1909, da letra definitiva do Hino Nacional, foram tão radicais que ele ainda hoje é praticamente incompreensível para a imensa maioria da população, incapaz de dar sentido a vocábulos retorcidos como “plácido”, “retumbante”, “fúlgido”, “resplandecente”, “impávido”, “florão”, “garrida”, “lábaro”, “verde-louro”, “clava” etc.

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante

A linguagem do mito

A esquizofrenia patente de uma população cantando hino que não entende, ensejou propostas de simplificação linguística ou modificação radical da letra da canção pátria, para que o povo pudesse compreender o que cantava. Essas tentativas de remendo ignoram a funcionalidade, na ótica das classes proprietárias brasileiras, do caráter estrangeiro da língua em que foi composto o Hino Nacional.

O linguista marxista Mikhail Bakhtine lembrava que, por além da compreensão, na “consciência histórica dos povos, a palavra estrangeira fundiu-se com a idéia de poder, de força, de santidade, de verdade”. Por isso, em geral, o discurso religioso dá-se em língua impossível ou difícil de ser compreendida pelos crentes. Comumente, seu caráter evocativo se dissolve como sorvete exposto ao sol ao ser traduzido em língua de gente.

Foi com indignação e perplexidade que ouvi meu professor de latim explicar que o mágico e magnético “It missa est” de minha infância queria dizer qualquer coisa como “podem ir jogar futebol que a missa já terminou”. Os conteúdo irracionais de uma narrativa podem ser mais facilmente veiculados quando o estranhamento linguístico que produz nos receptores dificulta eles penetrem racionalmente os conteúdos sociais e ideológicos reais da mensagem.

A linguagem esotérica e arcaica galvaniza comumente sentimentos mágicos e aristocráticos imprecisos e difusos. No mundo das percepções invertidas e alienadas, a sentimentos superiores não pode corresponder, jamais, linguagem e conceitos inferiores. Ou seja, comumente, para que conteúdos elitistas alcancem efeito popular, eles não podem ser vertidos em linguagem popular compreensível.

A linguagem mandarinesca supera a impossibilidade de escrever, em língua de gente, canção que registre, no seio de espaço geográfico nacional, os inexistentes interesses comuns a banqueiros e bancários, a empregadores e empregados, a investidores e desempregados, a latifundiários e sem terra. Assim sendo, a linguagem rebuscada e incompreensível materializa facilmente sentimentos produzidos na esfera da irracionalidade social.

Nesse sentido, a repetição de uma produção verbal semi-compreensível, associada a sentimentos alienados e irracionais sacralizados, enseja que o homem comum, educado na repetição do rito desde criança, associe-se, periodicamente, a ato unitário de celebração nacional que consolida a perpetuação de Estado fundado e construído através da produção e reprodução consciente da miséria, da exploração e da desigualdade. Por tudo isso e mais um pouco, não canto o Hino Nacional.

* Mário Maestri, 61, rio-grandense, historiador, é doutor em História pela Université Catholique de Louvain (UCL), Bélgica, e professor do Curso e do
Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Passo Fundo (UPF).

ÓTIMO DOMINGO! ABRAÇOS DO CAMARADA DE SEMPRE,
J.VIDAL

2 comentários:

  1. http://4.bp.blogspot.com/_BERUqX45wIA/SL5xi488D9I/AAAAAAAAADg/Wi34BIALurg/s320/Medici+2.bmp
    http://www.youtube.com/watch?v=bDEbcFG1n[red][b]http://4.bp.blogspot.com/_BERUqX45wIA/SL5xi488D9I/AAAAAAAAADg/Wi34BIALurg/s320/Medici+2.bmp
    A História da Rodovia
    A Rodovia Transamazônica (BR-230) foi projetada pelo general Emílio Garrastazu Médici (ditador de 1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devida as suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar
    Médici, empolgado com o arranque da economia, criou um projeto faraônico: a transamazônica. A rodovia deveria ser pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil, além do Peru e do Equador. É classificada como rodovia transversal e foi “inaugurada” em 27 de setembro de 1972. Nesse dia o governo preparou uma grande solenidade no meio da selva amazônica, algo que marcasse a história do País. Na manhã daquele dia, o presidente da República, o general Médici, iniciaria a ligação do Brasil do Norte ao Nordeste, inaugurando a Transamazônica. Uma Castanheira foi derrubada na cerimônia de inauguração. O tronco da Castanheira que existe até hoje em Altamira recebeu o nome de “Pau do Presidente”.

    Este era o projeto das terra sem homens para homens sem terra pretendia atrair para a região dois milhões de colonizadores.
    A Transamazônica parecia ser a grande solução do paíz. Ajudaria a tirar as pessoas da seca do nordeste, resolveria a situação agrária no sul e frearia uma provável internacionalização da Amazônia tudo de uma vez só.
    Fonte: blogtransamazônica

    Tudo não passou de uma “OBRA FARAÔNICA” sem êxito e muito gasto. Foi mais um golpe para justificar a robalheira que sempre assolou nossa Pátria mãe tão gentil com os mesmos até os dias de hoje. A cantora Simone juntou o apito do Trem que iria passar pela Transamazônica com uma bebida que era muito cara
    e comum aos Políticos em Brasília, chamada “Puá” e com ironia cantou essa música.
    J.Vidal

    ResponderExcluir
  2. http://www.youtube.com/watch?v=bDEbcFG1n_M[red][b]
    A História da Rodovia
    A Rodovia Transamazônica (BR-230) foi projetada pelo general Emílio Garrastazu Médici (ditador de 1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devida as suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar
    Médici, empolgado com o arranque da economia, criou um projeto faraônico: a transamazônica. A rodovia deveria ser pavimentada com 8 mil quilômetros de comprimento, conectando as regiões Norte e Nordeste do Brasil, além do Peru e do Equador. É classificada como rodovia transversal e foi “inaugurada” em 27 de setembro de 1972. Nesse dia o governo preparou uma grande solenidade no meio da selva amazônica, algo que marcasse a história do País. Na manhã daquele dia, o presidente da República, o general Médici, iniciaria a ligação do Brasil do Norte ao Nordeste, inaugurando a Transamazônica. Uma Castanheira foi derrubada na cerimônia de inauguração. O tronco da Castanheira que existe até hoje em Altamira recebeu o nome de “Pau do Presidente”.

    Este era o projeto das terra sem homens para homens sem terra pretendia atrair para a região dois milhões de colonizadores.
    A Transamazônica parecia ser a grande solução do paíz. Ajudaria a tirar as pessoas da seca do nordeste, resolveria a situação agrária no sul e frearia uma provável internacionalização da Amazônia tudo de uma vez só.
    Fonte: blogtransamazônica

    Tudo não passou de uma “OBRA FARAÔNICA” sem êxito e muito gasto. Foi mais um golpe para justificar a robalheira que sempre assolou nossa Pátria mãe tão gentil com os mesmos até os dias de hoje. A cantora Simone juntou o apito do Trem que iria passar pela Transamazônica com uma bebida que era muito cara
    e comum aos Políticos em Brasília, chamada “Puá” e com ironia cantou a música: "Disputa pelo poder".
    J.Vidal

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